Playboy e o fim das mulheres nuas

Em 1953 foi fundada nos EUA uma das maiores e mais polêmicas publicações da história: a revista Playboy. Em plena década de 5o trazer mulheres nuas em suas páginas e capas foi uma quebra de tabu e por vezes a revista foi atacada na justiça e em protestos nas ruas por pessoas contrárias ao seu estilo editorial e desnudo.

Passado algum tempo e com os ânimos mais calmos a Playboy se encontrou com o jornalismo e trouxe entrevistas polêmicas, como por exemplo com Martin Luther King Jr. e Jimmy Carter, figuras políticas americanas. Desde então, a revista tem se mantido com entrevistas que vez ou outra chocam a mídia em geral, quem não lembra da declaração da cantora Sandy, falando do prazer anal.

Nos últimos tempos, porém, a revista tem perdido público e relevância. Na década de 70 as vendas atingiam a casa de 5,6 milhões, hoje fica em torno de 800 mil exemplares vendidos. Números do mercado americano, o maior neste tipo de publicação, no resto do mundo as vendas devem ser ainda menores. Somado ao fato de que, pelo menos no Brasil as capas trazem mais subcelebridades que grandes atrizes e cantoras, a Playboy tem perdido relevância.

Com este cenário a revista acaba de tomar uma decisão polêmica: a partir de 2016, no mercado americano, abandonará o nu e focará seu negócio em fotos sensuais. E provavelmente isso será expandido para o resto do mundo. A primeira reação geral é o choque e até um sentimento nostálgico, afinal muitos dos adultos de hoje tiveram o primeiro contato com esse tipo de material com a Playboy.

O motivo alegado pelo figurão e editor-chefe da Playboy, Hugh Hefner, é bem simples: Internet. Se antes o contato com fotos de nu eram difíceis, agora está tudo mais fácil, à mão. Basta uma busca no Google.

Mas, além disso existe outra coisa em pauta, a estratégia da revista. A linha editorial tem sido mudada para algo mais focado no universo masculino, que ultrapassa a linha de mulheres nuas e hoje também fala de moda, cuidados pessoais e bem-estar em geral. Algo bem diferente do que se via na década de 70. Basicamente o homem mudou e com isso a revista precisa acompanhar.

A nova linha de fotos também vem da ideia de que, é melhor aguçar do que mostrar, explicitamente, agora só no Google e outras publicações.

Outra coisa que pode ter pesado é a presença em redes sociais. A maioria tem uma linha de censura que proibi fotos nuas, mas permite ensaios sensuais, a Playboy deve reforçar em breve o seu investimento nessas mídias, importantes para a decisão de compra das pessoas.

Com todos esses pontos a mudança vem acompanhado com uma reformulação de marketing e conteúdo, a Playboy está se atualizando para os novos homens, a década de 70 já foi, agora é hora de algo mais século 21.

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